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Calculadora de seguridade social para autônomos na Colômbia

Você não contribui sobre o que fatura, mas sobre 40% disso, e nunca abaixo do salário mínimo

📊 Os números de 2026

  • Salário mínimo, que é o piso da base1.750.905 por mês
  • Saúde mais previdência sobre a base12,5% + 16% = 28,5%
  • Teto da base, 25 salários mínimos43.772.625
  • Fundo de Solidariedade a partir de 4 mínimosBase de 7.003.620, de 1% a 2%

O que muda a sua contribuição

  • Os 28,5% não incidem sobre a sua fatura, incidem sobre 40% da sua fatura. Medidos contra o faturamento são 11,4% efetivos, e confundir as duas coisas multiplica o número por dois e meio.
  • O piso do salário mínimo é o que surpreende. Se os seus 40% não chegam a 1.750.905, você contribui sobre 1.750.905 assim mesmo, e a sua carga proporcional acaba maior que a de quem fatura o triplo.
  • Os custos dedutíveis baixam a base antes dos 40%, mas a UGPP exige que estejam ligados à atividade e comprovados. Descontar demais é a causa mais comum de uma notificação.
  • Você paga as duas partes. Um empregado põe 4% de saúde e 4% de previdência porque a empresa põe o resto; você não tem empresa que ponha a outra metade, então põe os 12,5% e os 16% inteiros.

A regra dos 40% que quase ninguém explica direito

Um trabalhador autônomo na Colômbia não contribui sobre o que fatura: contribui sobre o Ingreso Base de Cotización, a base de contribuição, que são 40% da sua renda depois de descontados os custos dedutíveis. Os 12,5% de saúde e os 16% de previdência incidem sobre esses 40% e sobre mais nada. É daí que vem a confusão mais cara do ofício: muita gente acredita que paga 28,5% de tudo o que fatura, o que seria um absurdo, quando o que se paga são 28,5% de 40%, ou seja 11,4% efetivos da fatura. Quem fatura oito milhões não recolhe 2.280.000 por mês: recolhe 912.000. A outra metade da história é que o autônomo paga as duas partes. Um empregado põe 4% de saúde e 4% de previdência, e o empregador põe os 8,5% e os 12% que faltam. O autônomo não tem empregador que ponha a metade dele, então põe as duas: os 12,5% inteiros de saúde e os 16% inteiros de previdência. Comparar os 8% de um empregado com os 28,5% de um autônomo sem dizer isso faz parecer castigo o que na verdade é apenas não ter empregador.

O piso, o teto e o que vem por cima

A base de contribuição tem chão e teto. O chão é o salário mínimo, 1.750.905 pesos em 2026: por menos que você fature, a base nunca desce disso. Quem fatura três milhões tem 40% de 1.200.000, que fica abaixo do mínimo, e contribui sobre 1.750.905 do mesmo jeito. Isso faz com que o peso da seguridade social seja proporcionalmente maior nas rendas baixas: 499.008 pesos sobre uma fatura de três milhões são 16,6%, enquanto o mesmo cálculo sobre oito milhões dá 11,4%. É justamente o contrário do que quase todo mundo espera. O teto são 25 salários mínimos, 43.772.625 pesos, e acima disso a contribuição para de subir por maior que fique a fatura. Sobre saúde e previdência vêm mais duas parcelas. O Fundo de Solidariedade Previdenciária só é pago por bases de quatro salários mínimos para cima, ou seja a partir de 7.003.620 pesos, e vai de 1% a 2% conforme a faixa em que a base cair. E a ARL é paga unicamente por quem assina contrato de prestação de serviços: a alíquota depende da classe de risco da atividade, de 0,522% na classe I a 6,960% na classe V. Quem fatura por conta própria sem contrato não recolhe riscos de trabalho.

O que levar em conta

  • O piso do mínimo é o que mais surpreende. Se os seus 40% não chegam a 1.750.905, você contribui sobre 1.750.905 de qualquer forma, e acaba pagando uma fatia maior da sua renda do que quem fatura o triplo.
  • Custos dedutíveis não são qualquer despesa. Precisam estar ligados à atividade e comprovados, e a UGPP fiscaliza. Descontar demais é a causa mais comum de uma notificação.
  • Se além de autônomo você for empregado, as duas bases somam para o teto de 25 mínimos. Esta calculadora olha só o que você ganha como autônomo.
  • A ARL só se aplica com contrato de prestação de serviços. Se você fatura solto, essa linha fica em zero e o total cai.
  • O Fundo de Solidariedade Previdenciária começa em quatro salários mínimos de base. Abaixo de 7.003.620 não se paga, e por isso aparece zerado na maioria dos casos.
  • A contribuição é apurada pela PILA e paga com um mês de atraso: o que você declara na planilha é a renda do mês anterior.

Onde esta calculadora não chega

  • Não calcula retenção na fonte nem IVA. As contribuições à seguridade social são uma coisa e os impostos, outra.
  • Não cobre o piso de proteção social nem os BEPS, o esquema de quem ganha menos de um salário mínimo por mês e não consegue contribuir integralmente.
  • Não verifica se os seus custos dedutíveis atendem ao que a UGPP exige: desconta exatamente o que você digitar.
  • Não inclui a contribuição à caixa de compensação, que para um autônomo é voluntária e vai de 0,6% a 2% da base.
  • Não soma as rendas de quem é empregado e autônomo ao mesmo tempo, um caso com regras próprias de acumulação.
  • A planilha do seu operador de PILA é que vale. Isto serve para saber se o número que cobram de você faz sentido.

Exemplos resolvidos

Um que bate no piso e outro que não

Você fatura 3.000.000 por mês, sem custos dedutíveis

  1. 40% de 3.000.000 = 1.200.000
  2. 1.200.000 não chega ao mínimo, então a base sobe para 1.750.905
  3. Saúde 12,5% = 218.863 e previdência 16% = 280.145

499.008 por mês, 16,6% da sua fatura. O piso custa a você 157.008 a mais do que sairia sobre 1.200.000

Você fatura 8.000.000 por mês, sem custos dedutíveis

  1. Base = 40% de 8.000.000 = 3.200.000
  2. Saúde 12,5% = 400.000 e previdência 16% = 512.000
  3. 3.200.000 são 1,8 salários mínimos: não há Fundo de Solidariedade

912.000 por mês, 11,4% do faturado. Sobre os oito milhões inteiros teriam sido 2.280.000

Perguntas Frequentes

Contribuo sobre o que faturo ou sobre 40% disso?

Sobre 40%. Esses 40% da sua renda, depois de descontados os custos dedutíveis, são a base de contribuição, e é o único número sobre o qual incidem os 12,5% de saúde e os 16% de previdência. Por isso os 28,5% tão repetidos equivalem, contra a fatura, a 11,4% efetivos. Quem fatura oito milhões paga 912.000, não 2.280.000.

Por que pago proporcionalmente mais quando faturo pouco?

Por causa do piso. A base de contribuição não pode cair abaixo do salário mínimo, que em 2026 é de 1.750.905 pesos. Se você fatura três milhões, os seus 40% dão 1.200.000, que fica abaixo, e você contribui sobre 1.750.905 assim mesmo: 499.008 pesos, 16,6% do faturado. Quem fatura oito milhões paga 11,4%. A carga é maior embaixo, o contrário do que quase todo mundo espera.

Por que um empregado paga 8% e eu pago 28,5%?

Porque o empregado só paga a metade dele. Ele põe 4% de saúde e 4% de previdência, e a empresa põe os 8,5% e os 12% que faltam para completar os 12,5% e os 16%. Você não tem empresa que ponha a outra metade, então põe você mesmo. Não é um castigo ao autônomo: o total que entra no sistema é o mesmo, só que sai todo de um bolso só.

Que custos posso descontar antes dos 40%?

Os que estiverem ligados à sua atividade e você puder comprovar: aluguel do local, contas associadas, insumos, ferramentas, deslocamentos de trabalho. Gastos pessoais não entram. A UGPP pode pedir os comprovantes, e descontar demais é a causa mais comum de uma notificação, então convém ser conservador e guardar as notas.

Quando tenho que pagar o Fundo de Solidariedade Previdenciária?

Quando a sua base chega a quatro salários mínimos, que em 2026 são 7.003.620 pesos. Como a base são 40% da sua renda, isso equivale a faturar cerca de 17.500.000 por mês. A alíquota vai de 1% a 2% por faixa: 1% até 16 salários mínimos, e daí em diante sobe por degraus até 2% a partir de 20 mínimos.

Tenho que pagar ARL?

Só se você assinou contrato de prestação de serviços: nesse caso a filiação a riscos de trabalho é obrigatória e a alíquota depende da classe de risco da atividade, de 0,522% na classe I, que é o trabalho de escritório, até 6,960% na classe V. Se você fatura por conta própria sem contrato, não recolhe ARL e essa linha sai zerada.

Fontes