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Calculadora do Custo Real de um Empregado

O que um empregado custa mesmo à empresa — encargos patronais, benefícios anuais rateados pelo ano, e o fator real de cada país em vez de uma regra de ouvido.

Tabela de referência

Salário bruto mensalCusto mensal realEncargos patronaisBenefícios anuais, ao mês
1.000MX$1.340,00MX$290,00 — 29% do salárioMX$50,00 — 5% do salário
2.000MX$2.680,00MX$580,00 — 29% do salárioMX$100,00 — 5% do salário
2.500MX$3.350,00MX$725,00 — 29% do salárioMX$125,00 — 5% do salário
5.000MX$6.700,00MX$1.450,00 — 29% do salárioMX$250,00 — 5% do salário
7.500MX$10.050,00MX$2.175,00 — 29% do salárioMX$375,00 — 5% do salário
10.000MX$13.400,00MX$2.900,00 — 29% do salárioMX$500,00 — 5% do salário
12.500MX$16.750,00MX$3.625,00 — 29% do salárioMX$625,00 — 5% do salário
15.000MX$20.100,00MX$4.350,00 — 29% do salárioMX$750,00 — 5% do salário
20.000MX$26.800,00MX$5.800,00 — 29% do salárioMX$1.000,00 — 5% do salário
25.000MX$33.500,00MX$7.250,00 — 29% do salárioMX$1.250,00 — 5% do salário
30.000MX$40.200,00MX$8.700,00 — 29% do salárioMX$1.500,00 — 5% do salário
40.000MX$53.600,00MX$11.600,00 — 29% do salárioMX$2.000,00 — 5% do salário
50.000MX$67.000,00MX$14.500,00 — 29% do salárioMX$2.500,00 — 5% do salário
75.000MX$100.500,00MX$21.750,00 — 29% do salárioMX$3.750,00 — 5% do salário
100.000MX$134.000,00MX$29.000,00 — 29% do salárioMX$5.000,00 — 5% do salário

🌎 Por quanto se multiplica o salário, mais ou menos

  • Chile≈ 1,14×
  • Rep. Dominicana≈ 1,30×
  • Espanha≈ 1,31×
  • México e Argentina≈ 1,34×
  • Colômbia e Peru≈ 1,43× e 1,44×
  • Brasil≈ 1,54×

O que escapa aos orçamentos

  • As contribuições da empresa não são as do trabalhador. No Brasil o empregado contribui com cerca de 9% e a empresa paga mais do triplo.
  • Os benefícios anuais são custo mensal. Um décimo terceiro é 8,33% do salário a correr todos os meses, não uma surpresa de dezembro.
  • Não existe um fator 1,3 universal. O Chile anda por 1,14 e a Colômbia por 1,43: usar o mesmo número para ambos orça mal a contratação.
  • As taxas variam com o grau de risco da atividade e, no México, também com o imposto sobre a folha de cada estado. Aqui vão as gerais.

O outro lado do recibo de vencimento

Todas as calculadoras de folha da internet olham para baixo: do bruto ao líquido, do que foi prometido ao que chega. Esta olha para cima, para a pergunta que quem contrata faz de facto. A resposta nunca é o salário. Por cima dele estão as contribuições patronais para a segurança social, que em quase toda a América Latina são várias vezes o que o trabalhador contribui; os benefícios anuais — décimo terceiro, prima de serviços, fundo de rescisão, férias — que se vencem mês a mês embora sejam pagos uma ou duas vezes por ano; e nalguns países uma provisão contra a indemnização futura. Tudo junto transforma um salário acordado num número bastante maior, e o tamanho dessa diferença depende muito mais do país do que do salário.

Por que a regra de ouvido falha

Pergunte por aí e alguém lhe dirá para multiplicar o salário por 1,3. Esse número vem de algum sítio real, mas não viaja. A carga patronal chilena é leve — uma contribuição para o seguro de invalidez, o seguro de desemprego, a mutual — e fica perto de 1,14. A Colômbia empilha saúde, pensão, riscos profissionais e três parafiscais distintos, e por cima um bloco de benefícios anuais que somam outro quinto do salário, chegando perto de 1,43. Só o INSS patronal do Brasil é 20%, antes do RAT, do Sistema S, do depósito do FGTS e do décimo terceiro. Orçar uma contratação colombiana com o fator chileno deixa-a curta em cerca de trinta por cento do salário: todos os meses, o ano inteiro.

De que se compõe o custo

  • Segurança social patronal: pensão, saúde, riscos profissionais. Sempre à parte da do trabalhador e quase sempre maior.
  • Impostos sobre a folha e parafiscais, que financiam institutos de formação e caixas de compensação e existem na Colômbia e no México, não em todo o lado.
  • Benefícios anuais que se vencem mês a mês: décimo terceiro, prima de serviços, fundo de rescisão e férias.
  • Provisões para rescisão, que no Brasil tomam a forma do depósito do FGTS e da sua futura multa rescisória.
  • Tudo o que está fora da folha: equipamento, licenças de software, secretária, seguro de saúde privado, formação. Pouco por linha e muito no total.
  • O custo da própria vaga — recrutamento, integração, os meses até a pessoa render — que nenhuma fórmula capta.

Como rebentam os orçamentos de contratação

  • Usar a taxa do trabalhador como se fosse a da empresa. Em vários países subestima o custo em mais de metade.
  • Tratar o décimo terceiro como despesa de dezembro em vez de acréscimo mensal. O orçamento rebenta duas vezes por ano.
  • Aplicar o mesmo fator a toda a região. Entre o Chile e a Colômbia há cerca de trinta pontos de salário de diferença.
  • Esquecer o imposto sobre a folha que os estados mexicanos cobram por cima das contribuições federais.
  • Ignorar o grau de risco, que sobe bastante a contribuição de riscos profissionais na indústria e na construção.
  • Deixar de fora por completo os custos que não são folha. Só equipamento e licenças podem acrescentar um décimo ao número real.

Exemplos resolvidos

A mesma ideia, dois países muito diferentes

México, $20.000 por mês

  1. Encargos patronais 29% = 5.800
  2. Benefícios anuais rateados ao mês 5% = 1.000
  3. 20.000 + 5.800 + 1.000

$26.800 por mês — fator de 1,34×

Colômbia, $3.000.000 por mês

  1. Contribuições e parafiscais 21,53% = 645.900
  2. Prima, cesantías, juros e férias 21,83% = 654.900
  3. 3.000.000 + 645.900 + 654.900

$4.300.800 por mês — fator de 1,43×

Perguntas Frequentes

Quanto custa mesmo um empregado?

O salário mais as contribuições patronais para a segurança social mais o acréscimo mensal dos benefícios anuais. Consoante o país isso fica entre 1,14 e 1,55 vezes o salário, antes de qualquer equipamento ou custo fora da folha.

Por que o fator muda tanto entre países?

Porque os componentes são diferentes. O Chile tem carga patronal leve e sem benefício anual obrigatório; a Colômbia soma parafiscais às contribuições e ainda prima, cesantías e juros; o Brasil cobra 20% de INSS patronal antes de tudo o resto.

São as mesmas contribuições que se descontam ao trabalhador?

Não, e confundi-las é o erro mais caro de todos. O do trabalhador sai do seu salário; o da empresa vem por cima. No Brasil o empregador paga mais do triplo do que o empregado.

Por que contar o décimo terceiro todos os meses?

Porque se vence todos os meses ainda que seja pago uma vez. Um décimo terceiro é 8,33% da folha anual, e a empresa que só o regista em dezembro passa onze meses com um orçamento errado e depois rebenta.

Estas taxas valem para qualquer empresa?

Não. A contribuição de riscos profissionais sobe com o grau de risco da atividade, o imposto sobre a folha mexicano muda por estado, e as convenções podem acrescentar mais. Aqui vão as gerais, com o ano de onde vêm junto ao resultado.

Inclui equipamento e software?

Só se o escrever no campo de outros custos. Vai à parte de propósito, porque varia imenso conforme a função e é a parte mais esquecida ao comparar uma oferta com um orçamento.

Fontes